Alimentos Funcionais Engenharia de Alimentos

Composição de espessantes alimentares apresentando viscosidade, índice glicêmico e digestibilidade adequados para pacientes disfágicos

PRINCIPAIS BENEFÍCIOS E CARACTERÍSTICAS DA INVENÇÃO

profits

Aporte nutricional aumentado e
menor índice glicêmico

controls-2

Viscosidade e digestabilidade adequados
para pacientes disfágicos

extract

Diferentes níveis de consistência para
pacientes com diferentes graus de disfagia

drop

Alta capacidade espessante mesmo com um
teor de sólidos solúveis significativamente baixo

Composição contendo três biopolímeros obtém um espessante funcional adequado para pacientes com disfagia

A dificuldade ou incapacidade de deglutição (disfagia) é um sintoma que pode ser resultante de complicações neurológicas decorrentes de doenças como câncer no cérebro e pescoço, Parkinson e AVC, ou também do envelhecimento, sendo muito comum na terceira idade devido à menor pressão da língua sobre o bolo alimentar. Como consequência, a disfagia pode gerar complicações por desidratação e desnutrição, problemas pulmonares e até mesmo morte por asfixia.

 

Pensando nisso, pesquisadores da Unicamp elaboraram uma composição de espessantes alimentares que permite obter as viscosidades desejadas de acordo com a necessidade de cada paciente. Essa composição permite que, após a passagem pela boca/língua, o bolo alimentar se depare com um aumento no tempo de permanência no interior da garganta, garantindo uma melhor resposta reflexiva por parte dos músculos responsáveis pela deglutição.

 

Para tanto, a invenção propõe a combinação sinérgica de três biopolímeros em uma composição de espessantes que apresenta propriedades reológicas e tribológicas, bem como índice glicêmico e digestibilidade adequados para pacientes de diferentes faixas etárias e graus de disfagia. Além disso, ela inclui um novo componente com características funcionais como possível alternativa àqueles disponíveis no mercado, visto que os principais espessantes utilizados são baseados em amido modificado e goma xantana, que apresentam desvantagens com potencial impacto direto na saúde do consumidor.

 

Esse novo espessante se mostra mais eficiente em termos funcionais e possui menos sólidos solúveis em comparação com espessantes comerciais, uma vez que possui aporte nutricional aumentado e menor quantidade de glicose liberada. Ele também permite reduzir a quantidade de goma xantana necessária na composição, o que é importante considerando que esta não pode ser ingerida totalmente ou em quantidades consideráveis por alguns grupos de pacientes.

 

Sendo assim, a presente tecnologia resultou em uma composição com diversas vantagens em comparação àquelas comercialmente disponíveis, por exemplo alta capacidade espessante, mesmo com um teor de sólidos solúveis significativamente baixo em diferentes taxas de cisalhamento, alta pseudoplasticidade e ainda valor nutritivo agregado.

INVENTORES

Rosiane Lopes da Cunha

• Graduada em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1990)
• Doutora em Engenharia Química – Universitat Ramon Llull, Espanha (1995)
• Professora Titular da Faculdade de Engenharia de Alimentos – Universidade Estadual de Campinas

Jorge Miguel Magalhães Vieira
Faculdade de Engenharia de Alimentos (Unicamp)

FACULDADE/INSTITUTO:
Faculdade de Engenharia de Alimentos (Unicamp)

Esta tecnologia foi desenvolvida em parceria com a FAPESP

STATUS DA PATENTE:

DEPOSITADO
CÓDIGO: 1445_DISFÁGICA

MAIS INFORMAÇÕES:

parcerias@inova.unicamp.br

(19) 3521.2607 / 5013

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